quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

3 Mudança de Planos

                     Brat Low,chamando Marx!'

_"Keven chamando fazenda Kiss Low, responda Marx,câmbio. "

Marx atende o rádio amador.

_"Marx na escuta, pode falar Senhor Keven, câmbio ".

Marx, vou descer na pista dentro de quinze minutos. Câmbio e desligo.

"_Sim Senhor, câmbio final."

Marx sai as pressas para a sede, pois o seu patrão não podia ver uma desconhecida dentro da sua casa. Precisava acordar Grace.

_Senhorita Morrison, acorde por favor.(Marx batia ao mesmo tempo que gritava).

Grace levanta-se num sobressalto e muito assustada. Corre até a porta para ver o que acontecia. Ao abrir a porta se depara com Marx atônito.

_Oh! Senhor Marx, não precisava ser tão cedo assim.(Grace fala bocejando)

_Senhorita, pegue as suas coisas e vá para minha casa o mais rápido possível. O Senhor Keven estará aqui em menos de quinze minutos. Eu vou buscá-lo na pista. A senhorita pode se sentir a vontade na minha casa. O café está na mesa.

Marx mal falou com Grace e sai a pressas . Entra no seu Jipe e some deixando um rastro de poeira.

Grace também apavorada com a ideia de Keven encontra-la ali, se apressou para deixar a sede da fazenda.

Chegando na casa de Max se sentiu muito a vontade.

Tinha colocado um jeans, uma jaqueta de couro e uma bota, pois resolveu que iria andar um pouco pela relva molhada da manhã. Afinal, achava que Marx iria demorar um pouco agora para levá-la até a cidade, já que o seu patrão resolveu aparecer de surpresa.

Enquanto toma café com uma fatia de queijo, fica a olhar pela janela da cozinha, onde pode avistar a uma pequena distância de uns cem metros uma cocheira, onde pode ver alguns cavalos. Estava muito feliz com aquela visão, pois amava cavalos. Quando era pequena, ganhou um potro do seu pai. Aquele potro era tudo na sua vida, mas um dia teve que vendê-lo para pagar um aluguel atrasado e não ser despejada com sua família. Essa é uma das piores recordações da sua vida. É claro que hoje em dia a sua vida tenha mudado muito, pertencia a alta sociedade graças aos esforços da sua querida mamãe em mantê-la na faculdade.

Rumo a Cochila, Grace começa pensar que mesmo que não tenha chegado no seu destino como havia planejado, ela não se sentia aborrecida, muito pelo contrário, estava se sentindo muito bem.

Talvez se estivesse num quarto de hotel, não estaria se sentindo tão bem.

Enquanto Grace olhava fixamente para os cavalos, Marx chega meio-desconfiado e diz:

_Senhorita Morrison, o chefe vai precisar de mim hoje durante todo o dia, portanto se a Senhorita tiver muita pressa para ir para a cidade, posso emprestar o Jipe. Depois peço para alguém buscá-lo. Ou se a Senhorita não se importar em passar mais um dia aqui na fazenda. Nesse caso amanhã sem falta levarei a Senhorita. Afinal não é nada mal passar um dia numa fazenda tão linda como essa.

_Mas......

Grace até tentou falar algo, mas Marx completou o que falava.

_A senhorita poderá escolher um cavalo para andar na fazenda, usar a piscina , andar pelo bosque, enfim, o que quiser, fique a vontade.

_Senhor Marx, não quero atrapalhar.

_A Senhorita nem pensa uma coisa dessas. Não está a atrapalhar.

_Tudo bem então Marx, vou aceitar passar esse dia aqui nesse Paraíso. (Responde com um sorriso de satisfação).

Marx fica surpreso com a resposta de Grace, afinal a moça que conhecera no dia anterior no mínimo daria um grito . Mas hoje estava a parecer outra pessoa.

_Então a Senhorita se sinta em casa, a minha esposa não deve demorar para voltar. Logo terá companhia.

Marx estende a mão lhe entregando a chave do Jipe sem dizer uma só palavra, apenas apontando para o horizonte. Mas para Grace nem precisava dizer nada, pois ele lera os seus pensamentos.

Logo em seguida Marx afasta -se com passos largos como se estivesse atrasado e some por detrás das árvores próximas ao estábulo.

Grace não sabe de onde vem uma vontade de sorrir, estava se sentindo feliz por estar presa ali naquela fazenda. O primeiro passo que iria dar com certeza seria dar uma volta com o Jipe de Marx pela fazenda e conhecer melhor aquele paraíso que estava ali diante dos seus olhos.

Olhando para o horizonte dava para ver uma reserva florestal e mais adiante um rio com algumas ilhas. Também dava pra ver que algumas dessas ilhas tinham construções, talvez alguém morasse nessas ilhas. Era tudo muito bonito e Grace queria desfrutar um pouco daquele lugar.

Grace pensava que talvez o Rio fosse o limite da fazenda, então pensava em dar um passeio à beira do rio, pois parecia haver muita paz por lá e era disso que precisava.

Sem esperar nem mais um minuto, ela entra no Jipe de Marx e parte como uma desbravadora de mistérios. Era isso que sentia, um misto de mistério e sedução. Estava extasiada com tudo desde que chegou ali, com as pessoas e com a maneira como chegou até aquele lugar.

Abaixou a capota do Jipe e foi dirigindo e sentindo aquele ar fresco da manhã. Como era tudo muito lindo.

2 Mudando Os Planos

 Grace estava deslumbrada com a sede da fazenda.Era um casarão, estilo casa de fazenda, mas com muito estilo.

Na entrada, Grace pode ver uma ampla sala muito bem decorada, com móveis, estilo colonial e alguns objetos de decoração feitos com bambu e folha de babaçu . No centro da sala, ao lado da parede, uma escada em madeira, que conduzia aos aposentos de cima. No final da escada um longo corredor e de ambos os lados várias portas que davam para os quartos e duas suites master. Grace pode deduzir que o dono daquela fazenda era um homem muito rico.

Marx abre a porta de um dos quartos e troca os forros da cama meio desajeitado ,porque esse serviço era de sua mulher fazer. Ele só sabia mexer com cavalos, vacas e outros animais.

Grace sentindo que dava trabalho o bastante pede para Marx sair, que ela mesma arrumaria a cama.

_ Então, boa noite senhorita Morrison. Amanhã acordarei a senhorita para levá-la para Hamburgo.

_Boa noite, senhor Marx, eu que agradeço e desculpa o incómodo.

_Não se preocupe. E se a Senhorita se sentir mal é só ligar no ramal 50. Porque tem outros trabalhadores na fazenda que moram em outras casas e todas as casas têm o seu próprio ramal. Isso facilita quando o senhor Keven está por aqui para entrar em contacto com os trabalhadores da fazenda.

_Nossa, esse seu patrão é todo-poderoso, em!.....(Fala Grace sem pensar, expressando um ar de arrependimento).

Marx faz menção de responder, mas se contém e afasta fechando a porta atrás de sí.

Grace fica um pouco sem graça e tenta alcançar Marx para pedir-lhe desculpas pelo atrevimento, mas ao abrir a porta do quarto, não o vê mais.

Sozinha ali naquela mansão, começou pensar como os planos podem ser mudados de uma hora para outra. Caminha por aquele enorme corredor com as luzes apagadas, mas podia ver a claridade da lua cheia que entrava por uma enorme porta de vidro no final do corredor que dava para uma varanda.

Com a claridade da lua,Grace podia ver os detalhes da casa perfeitamente. Até mesmo um quadro na parede do corredor de um Cadilac do século passado. Grace ficou admirada com os detalhes daquele Cadilac e pensou como mudou tanto o “designer” daquela época para a nossa. Talvez naquela época a profissão de “designer” nem existisse.

Grace vai até a porta e vê uma varanda cheia de plantas.Olha para a maçaneta da porta e vê que a chave estava lá. Resolve olhar um pouco para aquela lua lindíssima antes de dormir. Abre a porta e fica um pouco na varanda.

Sentada numa cadeira de varanda, Grace começa imaginar como a vida prega peças.Ela que se encontrava saturada do trabalho, pois no último ano entregou dez “designers” exclusivos para a empresa em que trabalha e todos foram aprovados e produzidos. É claro que estava muito lisonjeada com todo sucesso e fama que isso lhe proporcionara, pois todos os seus “designers” tiveram grande sucesso de vendas.

Uma coisa Grace não podia negar, se sentia realizada profissionalmente, mas, por outro lado se sentia muito sozinha. Esnobou muitos homens que morriam por ela, mas ela precisava terminar a faculdade e trabalhar e ser uma grande profissional. _ É, eu consegui. (Pensou Grace) _Eu consegui ser uma grande “designer”, respeitada pelas pessoas-chave do meu país e de alguns países. Consegui vencer na vida como dizia a minha mãe. Minha mãe, lutou sozinha para me manter na faculdade. Depois que o meu pai morreu naquele acidente de avião, parece que ela multiplicou as suas forças para lutar, e sozinha conseguiu tudo o que ele não conseguiu em 15 anos.

Hoje eu sinto-me realizada profissionalmente. _Quem viajaria sozinha de férias?

_Quem viajaria sozinha de férias?(Falou em voz alta).

É claro o meu maior objetivo é descansar, mas eu gostaria de arrumar alguns amigos.

Grace ficou ali naquela varanda por um bom tempo.

A lua já não iluminava mais o corredor, e ela resolveu entrar. Estava com frio.

Ao entrar no quarto, Grace percebe que entrara no quarto errado. Estava na suite principal. Estava numa antes sala decorada com ótimo gosto. Inclusive Grace pode perceber que havia uma detonação da decoração ali daquele quarto para o resto da casa. Ali naquela suite era tudo muito moderno. O sofá era branco, muito confortável, o tapete vermelho, a parede era na cor gelo e havia alguns quadros de carros antigos com fundo azul, amarelo e rosa. E havia ainda uma mesinha branca com um vaso dourado e rosas-vermelhas meio-murchas, parecia que já havia alguns dias colocadas ali.

Grace teve curiosidade em avançar até a porta do quarto, mas estava receosa que alguém do lado de fora pudesse ver a luz acesa.Mas estava disposta a se arriscar, afinal amanhã estaria bem longe dali.

Grace finalmente bate a mão no interruptor e fica vislumbrada com a cena que via do quarto. Podia ver bem no meio do quarto espaçoso, uma enorme cama. Se fosse descrever para alguém o tamanho da cama diria que ali dormiriam quatro pessoas tranquilamente.

Batia uma vontade muito grande de se jogar ali naquela cama._Porque não? (Pensou)Amanhã isso tudo serão apenas lembranças.

_Ahhhhh _(Se jogou)_Que delícia! Um colchão d'água!

Grace achou aquilo muito excitante, E ficou a imaginar que tipo de mente teria o dono daquela fazenda._ Será que ele é atraente? _Será que é casado?

Grace se lembrou quando Marx falou do nome dele:_ Keven.

_ Ah pronto! Agora estou curiosa para saber da vida de um desconhecido. A Lara Croft baixou em mim.

Ao lado da cama havia um criado mudo em madeira laqueada de branco,com telefone, agenda e caneta. Na agenda havia um nome escrito:_ 'Keven Brat Low', então era esse o nome dele, e era por esse motivo que o nome da fazenda era 'Kiss Low'. _Mas quem era Kiss? Será que era sua esposa?

Grace abriu a agenda,mas era só uma agenda telefónica. Estava se sentindo muito mal com o que fazia, mas era mais forte do que ela, e queria bisbilhotar mais um pouquinho. Enquanto folheava a agenda para ver os contatos de Keven, começou perceber que havia muitos contatos conhecidos por ela. Quando chegou na letra G se empalideceu ao ver o seu nome bem ali nos contactos dele ._Como assim?(Gritou)

Grace não entendia o porquê do seu nome estar ali na agenda de Keven, pois não se conheciam e moravam tão longe um do outro. Aliás, ela não saberia da existência de Keven se não fosse o incidente com o voo, forçando um pouso naquela pista da fazenda.

_Será que estou tão famosa assim? _(fala em voz alta tentando entender aquela situação).

Mas isso era normal! Pensa Grace. Afinal no último ano a sua fama havia aumentado.

Tentando não enlouquecer levanta -se e anda pelo quarto de um lado para o outro. Quando finalmente colocava as ideias em ordem, se depara com um quadro enorme do tamanho de uma parede bem na sua frente, com a foto do seu último “designer” de um Porsche.

_ Keven é meu fã, só pode ser, não tem outra explicação. (Fala sentindo uma sensação ótima de reconhecimento)

Grace estava se sentindo o máximo em ter um fã tão requintado.

Estava ótimo ficar ali sonhando, mas precisava voltar para seu quarto antes que alguém visse a luz da suíte acesa. Apaga a luz, olha no relógio e mal pode acreditar, eram três horas da manhã. Quando cai na cama, não demorou muito para pegar no sono.


1 O Amor Que Eu Não Te Dei

**Primeiro Capítulo**


**A Viagem**


O avião descia na pista poeirenta da fazenda de Kiss Low aos solavancos. Formou-se uma nuvem de poeira acima das tochas improvisadas, colocadas as pressas pelo administrador da Fazenda.

Marx atendera prontamente ao pedido da torre principal de Hamburgo.

O avião de passageiros fora atingido por um fragmento perdido que atingira a atmosfera. Uma das asas do avião foi atingida e danificada.

Antes que os passageiros entrassem em pânico, a torre informada do acidente pelo piloto e copiloto, detectou naquela região uma pista numa fazenda próximo a Hamburgo.

O administrador da fazenda era um senhor de meia-idade, cabelos castanhos já mesclados com alguns fios prata. Marx estava acostumado a colocar as tochas na pista, orientando o avião do seu patrão que vinha visitar a fazenda ocasionalmente. Ele já tinha recebido autoridade para modernização da pista, mas o projeto quanto a iluminação estava em andamento esbarrando em meios burocráticos.

Quando o avião parou, Marx foi cumprimentar o piloto e os demais passageiros

Como Hamburgo era o destino, restavam apenas trinta passageiros para desembarcar.

Os passageiros ainda assustados desciam tão rápidos que pareciam estar a escapar de um incêndio.

O avião de resgate já se aproximava, e os passageiros aguardavam encolhidos na pista fria. Alguns se aproximaram das tochas para se aquecerem.

Entre os passageiros estava Grace Morrison, uma “designer” do mundo automobilístico de Nova York em viagem de férias.

Grace estava enjoada demais, as sacudidas do avião haviam mexido com a sua digestão,e não aguentaria nem mais um segundo num avião. Grace foi imediatamente falar com o administrador da fazenda:

_Senhor!.....Senhor!.....

O administrador fica deslumbrado com a beleza de Grace e gagueja:

_Sim!.....

_Quanto o Senhor cobraria para me levar de carro até a cidade mais próxima? (Fala Grace num tom de autoridade).

Marx fica um tanto confuso com a imposição da moça, mas tentando desfazer aquela primeira impressão consegue soltar a vóz.

_Eu estou disposto em ajudá-la,mas a senhorita teria que esperar até amanhã.

Grace sabia que não iria ser nada fácil convencer aquele homem. Mas estava disposta em tentar convencê-lo.:

_Mas senhor eu estou disposta em lhe pagar a quantia que me pedir .

_Não estou a precisar de dinheiro. (Responde o administrador). _Se a senhorita quer mesmo ir para Hamburgo, melhor entrar nesse avião. (Marx aponta para o avião que já estava com a porta aberta esperando os passageiros embarcarem).

_Tudo bem! (Responde Grace) _ Vou dormir aqui nessa pista e amanhã estarei congelada e morta.

Marx não acreditava que aquilo acontecia, mas pode perceber que aquela moça não estava nada bem.

Percebendo a reação de desapontamento de Grace e como a sua face estava cada vez mais pálida,resolve reformular a sua proposta:

_Senhorita. Desculpe -me por não poder ajudá-la hoje. Mas posso oferecer-lhe hospedagem por essa noite, e amanhã terei o maior prazer em levá-la até a cidade.

Grace estava sem nenhuma condição de escolha. Ainda tentou buscar alguma expressão que indicasse uma má intenção naquele homem, mas não conseguia ver nada além de uma pessoa apática.

Sem condições nenhuma de questioná-lo apenas acena para o comissário que o seu desembarque era ali.

Marx percebe a indiferença de Grace e fala:

_Poderá dormir na sede da fazenda. Não tem ninguém na casa. Ou se a Senhorita preferir poderá dormir na minha humilde casa que fica a cem metros da sede.

Enquanto o avião se afasta na pista,Grace entra no Jipe do administrador para seguirem para a casa dele. Marx estava muito quieto e Grace resolve quebrar o silêncio:

_Ainda não nos apresentamos não é mesmo? O meu nome é Grace Morrison e estou com vontade de vomitar. (Mal terminou de falar e já estava com a cabeça para fora do Jipe para vomitar). Estava tão enjoada que nem percebeu que já estava na frente da casa de Marx.

_Por favor, senhorita Morrison (Marx abre a porta do Jipe e aponta para a entrada da sua casa) _Vamos entrar que vou preparar um chá para melhorar o seu mal-estar.

Grace entra na casa de Marx e começa observar que não há mais ninguém em casa, a não ser ela e aquele desconhecido. Começa então a lhe percorrer um medo, que de imediato é captado pelo administrador.

Marx conhecia o medo dos animais, percebia quando eles estavam ariscos e pode perceber isso em Grace.

_Senhorita Grace, o meu nome é Marx “Stilb” , tenho uma esposa que foi pernoitar num quarto de hospital com uma irmã dela que está internada. Tenho dois filhos que foram levar a mãe até a cidade. Infelizmente estou sozinho.(Depois de algum silêncio) _Vou preparar um quarto para a senhorita na sede.

Grace tentou se justificar porque sentiu que o administrador percebera o seu medo e ficou envergonhada.

_Senhor Marx, eu vou aceitar dormir na sede,porque eu me sentiria muito constrangida se a sua esposa chegasse e eu estivesse aqui dormindo sozinha com o senhor.

_Eu entendo a senhorita, não precisa se justificar. Tome o chá e logo se sentirá melhor.

Mil pensamentos passam pela cabeça de Grace. Ela pensa que se não estivesse passando tão mal,iria a pé encontrar alguém que a ajudasse sair dali. Mas a unica alternativa era confiar naquele desconhecido. Estava tão revoltada com aquilo que queria sumir. Mas amanhã bem cedo, no primeiro sinal do dia iria acordar esse senhor para levá-la para a civilização.

Envolta em seus pensamentos e naquele silêncio que tomava conta do ambiente, Grace nem percebe que sua xícara já estava vazia.

Depois do chá, Marx leva Grace para sede.

Caminham em silêncio até uma mansão bem estilo casa de fazenda, com enormes varandas que circulavam a casa. A porta principal de entrada devia ter uns dois metros e meio de altura por uns tres metros de largura. Uma coisa que não passou despercebido por Grace foi a madeira grossa da porta. A sala que entraram era muito alta e tambem bem espaçosa. Grace até chegou a pensar que aquele espaço daria muito bem para uma recepção de casamento. Estava tão cansada que se jogou em uma poltrona que encontrou pela frente sem se preocupar com o que Marx iria pensar.

4 UM VULTO NO BOSQUE

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