Brat Low,chamando Marx!'
_"Keven chamando fazenda Kiss Low, responda Marx,câmbio. "
Marx atende o rádio amador.
_"Marx na escuta, pode falar Senhor Keven, câmbio ".
Marx, vou descer na pista dentro de quinze minutos. Câmbio e desligo.
"_Sim Senhor, câmbio final."
Marx sai as pressas para a sede, pois o seu patrão não podia ver uma desconhecida dentro da sua casa. Precisava acordar Grace.
_Senhorita Morrison, acorde por favor.(Marx batia ao mesmo tempo que gritava).
Grace levanta-se num sobressalto e muito assustada. Corre até a porta para ver o que acontecia. Ao abrir a porta se depara com Marx atônito.
_Oh! Senhor Marx, não precisava ser tão cedo assim.(Grace fala bocejando)
_Senhorita, pegue as suas coisas e vá para minha casa o mais rápido possível. O Senhor Keven estará aqui em menos de quinze minutos. Eu vou buscá-lo na pista. A senhorita pode se sentir a vontade na minha casa. O café está na mesa.
Marx mal falou com Grace e sai a pressas . Entra no seu Jipe e some deixando um rastro de poeira.
Grace também apavorada com a ideia de Keven encontra-la ali, se apressou para deixar a sede da fazenda.
Chegando na casa de Max se sentiu muito a vontade.
Tinha colocado um jeans, uma jaqueta de couro e uma bota, pois resolveu que iria andar um pouco pela relva molhada da manhã. Afinal, achava que Marx iria demorar um pouco agora para levá-la até a cidade, já que o seu patrão resolveu aparecer de surpresa.
Enquanto toma café com uma fatia de queijo, fica a olhar pela janela da cozinha, onde pode avistar a uma pequena distância de uns cem metros uma cocheira, onde pode ver alguns cavalos. Estava muito feliz com aquela visão, pois amava cavalos. Quando era pequena, ganhou um potro do seu pai. Aquele potro era tudo na sua vida, mas um dia teve que vendê-lo para pagar um aluguel atrasado e não ser despejada com sua família. Essa é uma das piores recordações da sua vida. É claro que hoje em dia a sua vida tenha mudado muito, pertencia a alta sociedade graças aos esforços da sua querida mamãe em mantê-la na faculdade.
Rumo a Cochila, Grace começa pensar que mesmo que não tenha chegado no seu destino como havia planejado, ela não se sentia aborrecida, muito pelo contrário, estava se sentindo muito bem.
Talvez se estivesse num quarto de hotel, não estaria se sentindo tão bem.
Enquanto Grace olhava fixamente para os cavalos, Marx chega meio-desconfiado e diz:
_Senhorita Morrison, o chefe vai precisar de mim hoje durante todo o dia, portanto se a Senhorita tiver muita pressa para ir para a cidade, posso emprestar o Jipe. Depois peço para alguém buscá-lo. Ou se a Senhorita não se importar em passar mais um dia aqui na fazenda. Nesse caso amanhã sem falta levarei a Senhorita. Afinal não é nada mal passar um dia numa fazenda tão linda como essa.
_Mas......
Grace até tentou falar algo, mas Marx completou o que falava.
_A senhorita poderá escolher um cavalo para andar na fazenda, usar a piscina , andar pelo bosque, enfim, o que quiser, fique a vontade.
_Senhor Marx, não quero atrapalhar.
_A Senhorita nem pensa uma coisa dessas. Não está a atrapalhar.
_Tudo bem então Marx, vou aceitar passar esse dia aqui nesse Paraíso. (Responde com um sorriso de satisfação).
Marx fica surpreso com a resposta de Grace, afinal a moça que conhecera no dia anterior no mínimo daria um grito . Mas hoje estava a parecer outra pessoa.
_Então a Senhorita se sinta em casa, a minha esposa não deve demorar para voltar. Logo terá companhia.
Marx estende a mão lhe entregando a chave do Jipe sem dizer uma só palavra, apenas apontando para o horizonte. Mas para Grace nem precisava dizer nada, pois ele lera os seus pensamentos.
Logo em seguida Marx afasta -se com passos largos como se estivesse atrasado e some por detrás das árvores próximas ao estábulo.
Grace não sabe de onde vem uma vontade de sorrir, estava se sentindo feliz por estar presa ali naquela fazenda. O primeiro passo que iria dar com certeza seria dar uma volta com o Jipe de Marx pela fazenda e conhecer melhor aquele paraíso que estava ali diante dos seus olhos.
Olhando para o horizonte dava para ver uma reserva florestal e mais adiante um rio com algumas ilhas. Também dava pra ver que algumas dessas ilhas tinham construções, talvez alguém morasse nessas ilhas. Era tudo muito bonito e Grace queria desfrutar um pouco daquele lugar.
Grace pensava que talvez o Rio fosse o limite da fazenda, então pensava em dar um passeio à beira do rio, pois parecia haver muita paz por lá e era disso que precisava.
Sem esperar nem mais um minuto, ela entra no Jipe de Marx e parte como uma desbravadora de mistérios. Era isso que sentia, um misto de mistério e sedução. Estava extasiada com tudo desde que chegou ali, com as pessoas e com a maneira como chegou até aquele lugar.
Abaixou a capota do Jipe e foi dirigindo e sentindo aquele ar fresco da manhã. Como era tudo muito lindo.